As opiniões deste blog não representam, necessariamente, o conjunto dos pastores batistas: homens ou mulheres.

sábado, 14 de junho de 2014

O coração cheio, mas a boca em silencio

O texto de Lucas 6 é conhecido. Um daqueles ensinamentos proverbiais tão caros ao mestre. O homem bom tira boas coisas do coração e o homem mal, tira coisas mas. É difícil enganar a nós mesmos e aos outros quando, por exemplo, no meio de uma conversa, falamos algo que ofende  nosso interlocutor. Apesar das regras de civilidade que organizam nossas relações, o que vai dentro de nós, teima em escapar. Isso serve para coisas boas também. Recordo-me da primeira vez que confessei amar alguém, olho no olho, inesperadamente. As nossas verdades escapam com certa freqüência.
Jesus lembra que o que dizemos é reflexo do que pensamos e sentimos. E, obviamente, precisamos qualificar nossa reflexão e cultivar bons sentimentos para que haja uma sintonia boa entre o que somos e aquilo que dizemos ser e fazer.
A frase-resumo "a boca fala aquilo que o coração está cheio"  serve igualmente para pensarmos por outro viés. Verbalizar é algo maravilhoso, um presente. As mulheres tendem a ter mais facilidade para isso, porque investem mais tempo em entender o que passa dentro de si.  O processo de reflexão se completa quando falamos.
Bom, algumas vezes isso também é um problema, pois não verbalizamos o que vai dentro de nós. A pergunta que me motiva é por que calamos? Por que não dizemos sempre aquilo que precisa ser dito?
Sei das estruturas culturais que sonegam nossas vozes, mas acredito que o silêncio é resultado de um acordo ou conivência com aquilo que nos cala.

Nenhum comentário:

Postar um comentário